quinta-feira, 21 de abril de 2011

de nada vale você querer ser livre prendendo suas asas,
liberte-as;
deixe-as sem destino;
aprenda voar como nunca tenha imaginado, sinta a extrema sensação e depois
conte como é.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

tentativas de esquecer são mera ilusão



Várias vezes pensei em como não adianta tentar esconder, não adianta tentar apagar as lembranças só para esquecer a saudade. As lembranças não se apagam da memória excluindo fotos e mensagens. O que marcou uma vez fica para sempre! Tentativas de esquecer são mera ilusão, e o pior de tudo é que todos nós sabemos disso e a vontade de voltar no tempo é inexplicável e ao mesmo tempo indescritível, é deliciosa ao sentir falta e dura ao sentir falta...
É tão estranho um sentimento que tenha duplo sentido...
A vida tem duplo, triplo, quádruplo, vários sentidos; ora se quer, ora se tem, ora não há mais nada, somente poeira e ossos...
A vida é ilusão, a convivência entre um e outro é uma viajem sem volta, a palavra dita não volta, o tempo também, mas as lembranças sim. Recordações que boas ou ruins um dia irão acabar, querendo ou não – triste realidade, mas é a única certeza.
 O simples fato de estarmos aqui discutindo, pensando, imaginando, raciocinando ou fazendo alguma coisa será recompensada de alguma maneira ou outra, em algum momento desta vida ou da próxima. E quem sabe se há outra vida?
Não se sabe...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O prisioneiro do tempo

 "O passado estará sempre algemado a nossos atos, como uma companhia indesejável que sempre fala demais, E revela o que deveria ser esquecido. As lembranças por sua vez estão sempre por perto, Mais precisamente a um pensamento de distancia, Garantindo que as algemas permaneçam bem apertadas, Por mais que se tente escapar, são correntes que nunca irão se partir."
T. P.


domingo, 3 de abril de 2011

Pensamentos de um louco...

 Era uma noite linda, o sol brilhava nas trevas sem fim, sentado de pé numa pedra de pau a sombra de uma árvore sem folhas, o mundo dizia consigo mesmo aos companheiros: 
- Prefiro mil vezes a morte do que perder a vida!
 Bem longe dali num bosque próximo, sem árvores, os pássaros pastavam tranquilamente enquanto as vacas saltavam de galho em galho a procura de seus ninhos e os elefantes descansavam  a sombra de um pé de alface.
 Corri vagarasamente para casa onde passsei a noite em claro pois esqueci de apagar as luzes. Logo mais, as 11 da madrugada, fui ao veterinário que me falou que eu estava com a língua do sapato estragada.
 Montei nas minhas costas e sai galopando encandecentemente até chegar perto da minha casa. Entrei pela porta da frente que ficava nos fundos. Deitei meu palitó na cama e pendurei-me no cabide, onde durmi um sono. Sonhei que estava acordado e quando acordei estava dormindo. Levantei-me vagarosamente e rapidamente dai marcha ré em meu ventilador. Dirigi-me ao banheiro onde foi servido o almoço. Lavei cuidadosamente os pés da mesa e senti um gosto estranho, pois havia comido o guardanapo e limpei a boca com o bife. Ao meu lado um cego lia um jornal sem letras que dizia assim: " Os quatro profetas foram três: Jacó e Jeremias". No outro lado bem na minha frente estava um mudo que falava: "Era noite em pleno dia, o sol raiva a chuva caía, e um homem de preto vestido de branco calado dizia: ' o mundo é uma esfera quadrada que gira parada em torno do nada' ".

Autor desconhecido.