sábado, 25 de junho de 2011

Estava visitando meu coração
E há pouco me lembrei
Do lindo beijo que te roubei,
Faz-se muito tempo
Mas ainda guardo na lembrança
Você é linda
E eu apenas uma criança

Foi um bom tempo que passou
Mas o desejo não findou
De roubar-te outro beijo,
E alem disso,
Eu guardo uma suave esperança
E tenho um certo medo,
Pois o beijo é um perigo
Oh, meu anjo lindo,
O meu desejo é estar contigo.

Elias

domingo, 19 de junho de 2011

 Oh, lá está ela. Sim, é ela!
O menino reconheceu imediatamente, a velha senhora de cabelos já grisalhos, mãos e face maltratadas pelo tempo, olhar atraente e simpático.
 Sente do meu lado. Foi o que disse a velha. Sente aqui, fique relaxado e conte-me seus sonhos.
O pobre garoto que de pés descalços e barriga ainda vazia, sem o café da manhã fitava-a assustado.
 A senhora olhou-o fixamente dando-lhe segurança e oferecendo um sanduíche de presunto; neste momento ela se lembra da sua infância quando assistia os episódios do Chaves. Mas que Chaves? O Chaves, Chaves, Chaves.
 Tempo aquele que não parecia passar – dizia a senhora, as maluquices e macaquices daquele tempo não eram como agora, antes não havia vídeos-game ou computadores para todos.
 E meu querido, não se assuste com o que lhe conto, pois dizem que é verdade, e não é apenas uma ou duas pessoas que dizem isso, é a maioria dos que sabem como foi a vida anos atrás: sofrida para alguns, cansativa para outros ou até prazerosa para certos.
 Não, eu não vou ter medo da mudança, por isso te convido para vir aqui, do meu lado, para pensarmos e fazermos diferença. Venha amigo, e você sabe que não são todos os nossos amigos, nos vemos lá...
na linha da chegada
na cadeira dos vencedores
no encontro dos loucos...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

era uma vez...


  Era uma vez uma pombinha que voava livre, solta e bela pelos ares e assopros da manhã, ela adorava ver as flores do jardim, e apreciar o colorido. Quando acordou hoje, sentiu que alguma coisa diferente aconteceria então ouviu duas rosas conversando e parou para ouvir o papo; estacionou-se em uma árvore próxima enquanto elas falavam. A Rosa Vermelha perguntou para a sua amiga Rosa Branca:
 - Você já imaginou se saíssemos da Terra?
- Hmm, não! O que aconteceria?
- A pergunta é, o que a gente veria? A luz do sol ou a escuridão do universo?
- Hmm, pergunta difícil, mas a resposta parece óbvia, pois é como se o Sol fosse uma lâmpada num quarto escuro, ela vai iluminar tudo ao seu redor.
- E o resto? Quero dizer, o universo é infinito para o Sol conseguir iluminá-lo. E por que não haveria dois Sois? Outro planeta Terra a milhares de quilômetros daqui, e quem sabe neste outro haja vida inteligente, sem preocupações...

 As rosas continuam olhando para o céu, em busca de ver algo infinito, um sinal. Parecia que eram os seres mais inteligentes de toda galáxia, pensavam como seres de outro mundo, imaginavam seres de outro mundo. Imaginavam a pasárgada da sua vida, onde lá teriam paz e vida em abundância.
 Com ou sem você, elas amavam o planeta em que moravam, mas isso acabou no momento em que viram uma luz quente e brilhantemente apaixonante.  Logo perceberam que algo estava errado, pois estava muito próxima e não poderia ser o sol. O que era? A luz do poste da rua? A luz do farol do carro?
Não! Não era nada disso, era fogo. Sim, fogo que queima e arrasa tudo que há pela frente.
As rosas não entendiam porque estavam queimando, a pureza e gratidão que havia nelas não as deixava ver a maldade dos humanos, a crueldade nos olhos daquela pessoa pondo fogo no jardim, queimando, destruindo a vida que ali existe.
Agora o ultimo adeus, não havia mais nada a ser feito, então a Rosa Vermelha disse:
- É...  a vida lá fora deve ser sábia, amiga e amorosa; agora percebi o que falta no mundo...
É só o amor, É só o amor.

A pombinha que assistia tudo voou...
voou para longe em busca de abrigo...
voou para perto de seu grupo, pois lá tinha amigos e família onde se sentia protegida, mas agora não existe mais nada, nem os ninhos, nem os outros passarinhos; só resta poeira e rancor.


"Ah não, meu irmão... qual é a tua? Que bicho te mordeu aí na lua? Fica por aí que é o melhor que você faz...
...chega de loucura, chega de tortura, quem sabe aí no espaço eu ache alguma criatura inteligente..."

Astronauta - Gabriel O Pensador