Era uma vez uma pombinha que voava livre, solta e bela pelos ares e assopros da manhã, ela adorava ver as flores do jardim, e apreciar o colorido. Quando acordou hoje, sentiu que alguma coisa diferente aconteceria então ouviu duas rosas conversando e parou para ouvir o papo; estacionou-se em uma árvore próxima enquanto elas falavam. A Rosa Vermelha perguntou para a sua amiga Rosa Branca:
- Você já imaginou se saíssemos da Terra?
- Hmm, não! O que aconteceria?
- A pergunta é, o que a gente veria? A luz do sol ou a escuridão do universo?
- Hmm, pergunta difícil, mas a resposta parece óbvia, pois é como se o Sol fosse uma lâmpada num quarto escuro, ela vai iluminar tudo ao seu redor.
- E o resto? Quero dizer, o universo é infinito para o Sol conseguir iluminá-lo. E por que não haveria dois Sois? Outro planeta Terra a milhares de quilômetros daqui, e quem sabe neste outro haja vida inteligente, sem preocupações...
As rosas continuam olhando para o céu, em busca de ver algo infinito, um sinal. Parecia que eram os seres mais inteligentes de toda galáxia, pensavam como seres de outro mundo, imaginavam seres de outro mundo. Imaginavam a pasárgada da sua vida, onde lá teriam paz e vida em abundância.
Com ou sem você, elas amavam o planeta em que moravam, mas isso acabou no momento em que viram uma luz quente e brilhantemente apaixonante. Logo perceberam que algo estava errado, pois estava muito próxima e não poderia ser o sol. O que era? A luz do poste da rua? A luz do farol do carro?
Não! Não era nada disso, era fogo. Sim, fogo que queima e arrasa tudo que há pela frente.
As rosas não entendiam porque estavam queimando, a pureza e gratidão que havia nelas não as deixava ver a maldade dos humanos, a crueldade nos olhos daquela pessoa pondo fogo no jardim, queimando, destruindo a vida que ali existe.
Agora o ultimo adeus, não havia mais nada a ser feito, então a Rosa Vermelha disse:
- É... a vida lá fora deve ser sábia, amiga e amorosa; agora percebi o que falta no mundo...
É só o amor, É só o amor.
A pombinha que assistia tudo voou...
voou para longe em busca de abrigo...
voou para perto de seu grupo, pois lá tinha amigos e família onde se sentia protegida, mas agora não existe mais nada, nem os ninhos, nem os outros passarinhos; só resta poeira e rancor.
"Ah não, meu irmão... qual é a tua? Que bicho te mordeu aí na lua? Fica por aí que é o melhor que você faz...
...chega de loucura, chega de tortura, quem sabe aí no espaço eu ache alguma criatura inteligente..."
Astronauta - Gabriel O Pensador