domingo, 19 de junho de 2011

 Oh, lá está ela. Sim, é ela!
O menino reconheceu imediatamente, a velha senhora de cabelos já grisalhos, mãos e face maltratadas pelo tempo, olhar atraente e simpático.
 Sente do meu lado. Foi o que disse a velha. Sente aqui, fique relaxado e conte-me seus sonhos.
O pobre garoto que de pés descalços e barriga ainda vazia, sem o café da manhã fitava-a assustado.
 A senhora olhou-o fixamente dando-lhe segurança e oferecendo um sanduíche de presunto; neste momento ela se lembra da sua infância quando assistia os episódios do Chaves. Mas que Chaves? O Chaves, Chaves, Chaves.
 Tempo aquele que não parecia passar – dizia a senhora, as maluquices e macaquices daquele tempo não eram como agora, antes não havia vídeos-game ou computadores para todos.
 E meu querido, não se assuste com o que lhe conto, pois dizem que é verdade, e não é apenas uma ou duas pessoas que dizem isso, é a maioria dos que sabem como foi a vida anos atrás: sofrida para alguns, cansativa para outros ou até prazerosa para certos.
 Não, eu não vou ter medo da mudança, por isso te convido para vir aqui, do meu lado, para pensarmos e fazermos diferença. Venha amigo, e você sabe que não são todos os nossos amigos, nos vemos lá...
na linha da chegada
na cadeira dos vencedores
no encontro dos loucos...

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